Apócrifo tormento
ou
amálgama de
pranto,
meu domínio (minha
máquina de pensamento)
ser
e ser-me
sensível:
eu canto.
(E logo
universal Silêncio...
quebranto.)
Quinta-feira, Julho 05, 2007
Quinta-feira, Junho 14, 2007
Eis-me
na sala do capítulo,
meu patíbulo
balaústre de negro encosto à dor
e contra
a dor que me conforta,
me consome, e
me dá o negro alento
para versar
mais um
capítulo
da dor.
na sala do capítulo,
meu patíbulo
balaústre de negro encosto à dor
e contra
a dor que me conforta,
me consome, e
me dá o negro alento
para versar
mais um
capítulo
da dor.
Eu sei,
meu ser,
que sempre te ocultas no recôncavo
das noites que invento
para ti,
doce e amargo ser
plebeu e
sublime
como só um ser silente pode
(sabe)
ser.
(Ainda estás por aí?...)
meu ser,
que sempre te ocultas no recôncavo
das noites que invento
para ti,
doce e amargo ser
plebeu e
sublime
como só um ser silente pode
(sabe)
ser.
(Ainda estás por aí?...)
Segunda-feira, Maio 28, 2007
Oblíqua dúvida se instala
no patamar urgente
da palavra: que símbolo
que signo que sinal
vem agora com gumes
e fios de azedume
ferir a serenidade negra
da razão
ubíqua?
no patamar urgente
da palavra: que símbolo
que signo que sinal
vem agora com gumes
e fios de azedume
ferir a serenidade negra
da razão
ubíqua?
Sexta-feira, Maio 04, 2007
Na interminável noite do poema
o dia se retarda
adiado em versos tais
que as almas choram
desesperadas por um fado, uma álgida
álgebra de dor, de angústia, de
poemas da minha vida.
o dia se retarda
adiado em versos tais
que as almas choram
desesperadas por um fado, uma álgida
álgebra de dor, de angústia, de
poemas da minha vida.
Ser silente
(sou) na bruma das palavras:
paciente,
aguardo a minha hora
que será
a mais bela melodia
do mais belo
cisne.
(sou) na bruma das palavras:
paciente,
aguardo a minha hora
que será
a mais bela melodia
do mais belo
cisne.
Terça-feira, Abril 17, 2007
Na oligarquia dos meus sonhos
o primogénito (que é também o derradeiro)
sulca profundamente o mar interior,
desenha um mapa ínfimo de dor,
de mim. É meu o mar, meu o sinal
e minha é a dor.
o primogénito (que é também o derradeiro)
sulca profundamente o mar interior,
desenha um mapa ínfimo de dor,
de mim. É meu o mar, meu o sinal
e minha é a dor.
Sexta-feira, Abril 13, 2007
Aqui,
onde não há eco
não há júbilo
não há cor
não há palavras,
aqui
na mais alta profundeza
do sentir,
(sinto): penso,
apago a dor.
onde não há eco
não há júbilo
não há cor
não há palavras,
aqui
na mais alta profundeza
do sentir,
(sinto): penso,
apago a dor.
(interlúdio de um início:
quando a nuvem da memória tolda a visão
do ouro que imaginaste
subsiste uma flor que impõe o ritmo
da lívida poesia.
é uma obscura engrenagem
simétrica
indefectível
movida pelo vinho da obstinação.
quando a nuvem da memória tolda a visão
do ouro que imaginaste
subsiste uma flor que impõe o ritmo
da lívida poesia.
é uma obscura engrenagem
simétrica
indefectível
movida pelo vinho da obstinação.
Quarta-feira, Março 28, 2007
(umbra)
que esta voz possa brilhar:
temor suave
ou relógio que marca intensidade
fonética
de um quase agudo
beijo?
que esta voz possa brilhar:
temor suave
ou relógio que marca intensidade
fonética
de um quase agudo
beijo?
Segunda-feira, Março 26, 2007
e agora sentir
como se mordesse húmus
negro
(imaginária réstea de
esperança.
pausa no vento
que deseja
outro sinal)
e agora sentir
o mundo
húmus
negro.
como se mordesse húmus
negro
(imaginária réstea de
esperança.
pausa no vento
que deseja
outro sinal)
e agora sentir
o mundo
húmus
negro.
a causa do silêncio
a estrutura da distância
melodia do isolamento
beleza em código:
imaginar a água,
a nuvem
- o processo
a estrutura da distância
melodia do isolamento
beleza em código:
imaginar a água,
a nuvem
- o processo
Quinta-feira, Março 22, 2007
respiração da terra:
o silêncio.
a dor de brotar da terra:
partenogénese do poema.
nasce então a flor
da meticulosa
dúvida.
:início de um interlúdio)
o silêncio.
a dor de brotar da terra:
partenogénese do poema.
nasce então a flor
da meticulosa
dúvida.
:início de um interlúdio)
Segunda-feira, Março 12, 2007
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